Ambiente vs Sobrevivência…

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Ambiente VS Sobrevivência

Estamos num tempo em que se fala muito de ambiente e de ambientalismo.

Quase todos os comentadores são doutorados na matéria e a maioria tem soluções absolutamente infalíveis para um dos grandes males do mundo atual. Curiosamente é uma matéria que, dizendo respeito a todos, está muito sectorizada e não poucas vezes identificada com ideologias de esquerda. Sempre me surpreendeu a tentativa de apropriação política de matérias que deveriam envolver tudo e todos, numa discussão séria e desapaixonada. Estes tiques de superioridade ética de alguns sectores de esquerda e de extrema-esquerda, são absolutamente irresponsáveis e apenas servem para dividir as pessoas numa área onde a importância de encontrar consensos é decisiva.

Assistimos, regularmente, a diversas cimeiras, reunindo as maiores potências mundiais, em que se discute quotas de poluição. Não deixa de ser curioso que se discutam apenas as quotas sem se discutir as soluções. Os países ficam obrigados a descarbonizar ou a diminuir os gases com efeito de estufa, por exemplo, mas nunca são adiantadas as soluções que cada país deve encontrar para que isso seja possível: resultado, fica-se apenas pelas promessas e raramente as metas são atingidas.

A verdade é que não se pode discutir ambiente sem perceber que o radicalismo é, na maior parte das vezes, inimigo da solução. É preciso perceber que existem cerca de 8.000 milhões de bocas no mundo que é necessário alimentar, e o mesmo número de pessoas que é necessário vestir, lavar e deslocar. Este facto obriga a um gigantesco plano mundial de combate à poluição, de alternativas aos fitofármacos para a agricultura, de racionalização e armazenamento de águas, entre outras. Quando ouço alguns dos iluminados, normalmente marcados ideologicamente, defenderem certas posições de força, confesso que fico perplexo, porque até a ignorância tem limites.

Não consigo esquecer aquela frase de Catarina Martins do Bloco de Esquerda, numa das campanhas eleitorais, que no calor desenfreado de protagonismo, afirmou categoricamente que não se deviam fazer barragens porque isso provoca uma evaporação excessiva de água. O que seria de um país que não armazenasse água? Na seria suficiente sequer para beber, quanto mais para a rega agrícola ou para a produção de energia. E repare-se que essa produção de energia é limpa não provocando pegada ecológica.
 
É também relativamente comum assistirmos a um debate aceso sobre o excessivo consumo de água pela agricultura e, consequentemente, a uma critica constante à agricultura intensiva. Impressiona a ligeireza com que se debatem estes temas, normalmente por entendidos de gabinete ou então por meninos e meninas a quem nunca faltou nada – daqueles que quando vão ao hipermercado pensam que tudo aquilo que compram surgiu do nada, como por magia. Esquecem um pormenor simples mas gigantesco. Direta ou indiretamente, tudo o que se consome vem da terra e se, academicamente, acabássemos hoje com a agricultura intensiva, mais de metade da população mundial morreria de fome num curto espaço de tempo.
 
O mundo tem que ser eminentemente prático nesta matéria, e a verdade é que a genética tem aqui um papel decisivo. Se queremos um mundo mais limpo e com futuro, temos que ser assertivos.
 
Hoje a tecnologia permite colmatar muitas das atuais necessidades dos homens, minimizando a pegada ecológica, diminuindo drasticamente a poluição, racionalizando a água que a agricultura necessita, substituindo os componentes que libertam gases com efeito de estufa.
 
Antes de mais é necessário libertarmo-nos de preconceitos relativamente aos produtos transgénicos – geneticamente modificados – que serão, sem dúvida, o futuro. Um dos seus principais objetivos é desenvolver plantas resistentes a doenças e pragas agrícolas de forma a transformar a agricultura menos dependente da aplicação de produtos químicos. São milhões de toneladas e milhões de litros de pesticidas, fungicidas e herbicidas que poderão ser evitados, bastando que a tecnologia genética vá conseguindo tornar as plantas resistentes a grande parte das pragas e doenças. Para além disso já é possível criar plantas menos dependentes da água. Tudo isto aliado ao facto de serem muito mais produtivas, nutritivas, de composição mais saudável e mais sustentável.
 
Mesmo aqueles que de uma forma pouco esclarecida, se revoltam contra esta forma de cultivo aliada à tecnologia genética, esquecem que hoje mais de 80% da soja, que compõe grande parte dos alimentos transformados que se consomem, têm a sua origem em produção transgénica. O pão, as massas, o milho, e os cereais em geral, têm já incorporado uma boa parte de produtos produzidos sob métodos transgénicos. Esta experiência, iniciada na década de 70, com provas dadas no que concerne à segurança, poderá e deverá ser extensiva a outras culturas, progressivamente, e será sem dúvida a ultima esperança do homem no que concerne à capacidade de mantermos um ambiente mais limpo, mais saudável e mais sustentável, evitando os químicos, gastando-se menos água na preparação dos agroquímicos e na própria rega, menos combustíveis nos tratores e máquinas usados para aplicar esses produtos na agricultura.
 
A engenharia genética torna algumas lavouras mais produtivas e, desta forma, contribui para reduzir a necessidade de plantio em novas áreas.
 
Garantidamente a transgenia não será o único meio mas será decisiva.
Vítor Fernando Santos Pereira

Vítor Fernando Santos Pereira

Licenciado em gestão Pós graduado em gestão empresarial
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