Fundo de emergência para que serve?

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Ter um fundo de emergência.

Os imprevistos surgem nas nossas vidas. É o carro que avaria, a caldeira que deixa de funcionar, a máquina de lavar roupa que começa a deitar água, ou a graduação dos óculos que deixa de estar ajustada, tantos ou mais situações no nosso dia-à-dia que exigem uma maior elasticidade no nosso orçamento financeiro.

O maior imprevisto ainda é uma quebra de rendimentos, um desemprego, um divórcio, um lay-off, uma doença que nos impossibilita de trabalhar, ou até uma situação pandêmica. Como ultrapassar uma quebra de rendimentos súbita e fazer face aos nossos compromissos mensais?!

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Ter um fundo de emergência.

O objetivo de um fundo de emergência é suportar as despesas correntes em determinado período de tempo, caso perca parte ou a totalidade dos rendimentos.
É essencial para garantir a segurança financeira, e estar prevenido para fazer face a algum contratempo financeiro.

Para constituir um fundo de emergência, o primeiro passo a dar é analisar a sua situação financeira e identificar o valor mensal de receitas e de despesas. A partir daqui, subtraia às receitas o valor das despesas totais (fixas e variáveis), de forma a avaliar o montante mensal que pode reservar para constituir uma poupança.

A meta de poupança para o fundo deve corresponder ao somatório de, pelo menos, seis meses de despesas.

Se ficar sem trabalhar durante seis meses, o seu pé-de-meia tem o valor suficiente para suportar despesas durante aquele período de tempo.   

 

Embora as boas práticas de gestão financeira, recomendem um valor equivalente a seis meses de despesas mensais, o contexto de incerteza económica e financeira aponta para que alinhe aquela margem de tempo para, pelo menos, um ano de despesas.

Por exemplo: imagine que as suas despesas mensais fixas (como a renda de casa) e variáveis (como as despesas domésticas) totalizam, em média, 800 euros por mês. O seu fundo de emergência deverá ter um valor total de 9 600 euros. A meta a atingir determina o seu esforço de poupança.

Agora que já definiu o valor do fundo de emergência e já começou a poupar, tem que decidir onde coloca-lo. Em casa “debaixo do colchão”, ou num cofre, não será a melhor opção atendendo a inflação e a desvalorização do dinheiro. Importa saber como pode gerir esta poupança de maneira a rentabilizá-la. O primeiro conselho para a aplicação da poupança é o de prudência. Desde logo, evite as aplicações com retorno a mais longo prazo. Se o seu objetivo é a disponibilidade do dinheiro assim que dele precise e se não tem previsão sobre a data em que isso vai ocorrer, prefira soluções que lhe permitam reaver o dinheiro a qualquer momento. Ou seja, de fácil mobilização. Deverá aplicar as suas economias numa conta-poupança ou depósito a prazo que sejam mobilizáveis.

No próximo artigo vamos falar da importância de um orçamento familiar.

Fernanda Centeio

Fernanda Centeio

Profissional com mais de 20 anos de experiencia na área financeira, acreditada pelo Banco de Portugal como intermediária de crédito. Formadora certificada pelo IEFP. Fundadora do projecto Empower Me
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